O filme escolhido para a "Sessão Vale a Pena Ver de Novo" que será no dia 09/05 foi: TERRA E LIBERDADE.
O resultado final da votação ficou assim:
"Terra e Liberdade" - 7 votos
"A Guerra do Fogo" - 5 votos
"Johnny Vai à Guerra" - 4 votos
"A Batalha de Argel" - 2 votos
"A História Oficial" - 1 voto
"Teorema" - 1 voto
"As Vinhas da Ira" - nenhum voto
segunda-feira, 27 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
VER-TE-EI NO INFERNO - 25/04

Eles eram mineiros de carvão, que formaram uma sociedade secreta de militantes, chamada “Os Molly Maguires”. Explorados pelos proprietários das minas, eles revidavam com violência, intimidação... e outros métodos. Baseada em fatos reais, esta envolvente história é um pungente e fiel relato dessa luta dos mineiros estadunidenses de origem irlandesa. Richard Harris interpreta um detetive contratado secretamente pelos proprietários para ganhar a confiança dos trabalhadores, que termina lutando contra sua própria consciência. Sean Connery, é o rigoroso e desconfiado líder dos mineiros, que repetidamente testa a lealdade dos recém-chegados. Excelente fotografia e ótimas cenas de ação aumentam o realismo deste grande filme.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Sonho Real - Uma História de Luta por Moradia 18/04
Um governador que prometeu e não cumpriu! A justiça que decretou o despejo! Um prefeito que podia desapropriar e não o fez! A polícia que foi lá e efetivou a ação! Mortos! Feridos! E uma cidade que não se comoveu! Isto tudo neste documentário feito pelo CMI sobre uma ocupação urbana em Goiânia no ano de 2005.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Páginas da Revolução - 28/03

Em Lisboa, sob o regime Salazarista e uma Europa prestes a entrar na Segunda Grande Guerra, Pereira é o editor de um importante jornal. Dentro deste contexto, decide contratar um jornalista para escrever óbitos antecipados de escritores famosos e grandes poetas. Pereira se defronta com um jovem idealista, comprometido com atividades revolucionárias. Esse encontro transforma sua vida. Ele abraça com todas as forças uma causa que o torna um homem vigiado e perseguido. Um fugitivo prestes a escrever suas últimas páginas pela liberdade de expressão.
domingo, 8 de março de 2009
COMENTÁRIOS SOBRE "PÃO E ROSAS"
A câmera toma partido em Pão e Rosas
Texto compilado; Por León Diniz, em abril de 2004
O filme Pão e Rosas, dirigido por Ken Loach, nasceu num ponto de ônibus em Los Angeles, por volta das 2:30 da manhã no final de 1994. O diretor britânico, que estava a milhares de quilômetros de distância, editando o filme Terra e Liberdade, não podia imaginar que a história cairia tempos depois em suas mãos.
Na Los Angeles moderna, onde os automóveis são o centro das atenções, os pontos de ônibus são freqüentados apenas pelos mais pobres e pelos imigrantes estrangeiros que precisam se locomover pelas vias expressas da cidade para chegar ao trabalho.
Para o roteirista Paul Laverty, de passagem pela cidade e parado também num desses pontos de ônibus, era curioso observar as pessoas barulhentas que se aproximavam à espera de transporte. "De repente fui cercado por animados sotaques do México, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Começamos a conversar e eles me disseram que trabalhavam como zeladores para banqueiros, companhias de seguro, advogados e agentes de Hollywood em alguns dos mais famosos escritórios de Los Angeles", recorda Laverty.
Em sua maioria mulheres e vestindo uniformes, davam a impressão de pertencer a algum tipo de exército da madrugada, recorda-se o roteirista. "Fiquei chocado por várias coisas que fiquei sabendo a respeito deles. Eram irreverentes e dispunham de muita energia. Também me fizeram rir muito com suas histórias."
Laverty ficou surpreso com a organização do movimento e as alianças que estavam se formando em torno da causa, envolvendo sindicatos, estudantes e igrejas.
Depois de trabalhar na Nicarágua - com o filme A Canção de Carla -, a possibilidade de filmar nos Estados Unidos era fascinante. "Me parecia ter descoberto um outro elemento dentro de uma mesma história: a relação entre os Estados Unidos e países que são essencialmente suas colônias econômicas e culturais", explica.
O exército ilegal
As seqüências de abertura do filme mostram Maya, uma jovem e amedrontada imigrante mexicana, atravessando a fronteira com outros compatriotas, tendo dois "coiotes" também mexicanos como guias. Eles são o elo essencial no lucrativo tráfico humano através da fronteira do México com os Estados Unidos. Maya, e com ela o público, gradativamente vai descobrindo a outra Los Angeles, formada por uma comunidade de imigrantes, na maioria latinos e ilegais. São pessoas que andam de ônibus em LA, que ficam em pé nas esquinas como diaristas à procura de trabalho. Executam as piores funções e ganham os piores salários.
Não tardou para que Laverty mergulhasse no assunto e mantivesse contato com sindicalistas. "Logo compreendi que eles estavam diante de uma enorme tarefa. Muitos trabalhadores não falavam inglês e chegavam a Los Angeles ilegalmente. As empresas de conservação e limpeza não só lhes faziam ameaças de demissão, mas também de deportação dos Estados Unidos", afirmou.
Para completar, muitos trabalhadores tinham dois e até três empregos. Muitos usavam a folga do fim de semana para reforçar o orçamento. O cansaço depois de uma jornada tão fatigante e os compromissos familiares eram um impecilho para a tarefa de organização sindical. Por razões objetivas e concretas, muitos trabalhadores se sentiam atemorizados demais para se envolver na luta. "Por razões também muito concretas, eles estavam desesperados por conseguir mudanças nas terríveis condições de trabalho. Era uma escolha dramática", diz Laverty.
Loach queria mostrar a Los Angeles invisível que poucos conhecem, longe da apresentada e celebrada por Hollywood nos filmes de ação. "Queríamos dissipar a névoa da janela para ver as pessoas reais que existiam lá."
Ken Loach, Laverty e o pesquisador Pablo Cruz passaram vários meses entrevistando centenas de pessoas em Nova York, Los Angeles e Tijuana até que encontraram os atores e atrizes principais, bem como o vasto elenco latino.
Texto compilado; Por León Diniz, em abril de 2004
O filme Pão e Rosas, dirigido por Ken Loach, nasceu num ponto de ônibus em Los Angeles, por volta das 2:30 da manhã no final de 1994. O diretor britânico, que estava a milhares de quilômetros de distância, editando o filme Terra e Liberdade, não podia imaginar que a história cairia tempos depois em suas mãos.
Na Los Angeles moderna, onde os automóveis são o centro das atenções, os pontos de ônibus são freqüentados apenas pelos mais pobres e pelos imigrantes estrangeiros que precisam se locomover pelas vias expressas da cidade para chegar ao trabalho.
Para o roteirista Paul Laverty, de passagem pela cidade e parado também num desses pontos de ônibus, era curioso observar as pessoas barulhentas que se aproximavam à espera de transporte. "De repente fui cercado por animados sotaques do México, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Começamos a conversar e eles me disseram que trabalhavam como zeladores para banqueiros, companhias de seguro, advogados e agentes de Hollywood em alguns dos mais famosos escritórios de Los Angeles", recorda Laverty.
Em sua maioria mulheres e vestindo uniformes, davam a impressão de pertencer a algum tipo de exército da madrugada, recorda-se o roteirista. "Fiquei chocado por várias coisas que fiquei sabendo a respeito deles. Eram irreverentes e dispunham de muita energia. Também me fizeram rir muito com suas histórias."
Laverty ficou surpreso com a organização do movimento e as alianças que estavam se formando em torno da causa, envolvendo sindicatos, estudantes e igrejas.
Depois de trabalhar na Nicarágua - com o filme A Canção de Carla -, a possibilidade de filmar nos Estados Unidos era fascinante. "Me parecia ter descoberto um outro elemento dentro de uma mesma história: a relação entre os Estados Unidos e países que são essencialmente suas colônias econômicas e culturais", explica.
O exército ilegal
As seqüências de abertura do filme mostram Maya, uma jovem e amedrontada imigrante mexicana, atravessando a fronteira com outros compatriotas, tendo dois "coiotes" também mexicanos como guias. Eles são o elo essencial no lucrativo tráfico humano através da fronteira do México com os Estados Unidos. Maya, e com ela o público, gradativamente vai descobrindo a outra Los Angeles, formada por uma comunidade de imigrantes, na maioria latinos e ilegais. São pessoas que andam de ônibus em LA, que ficam em pé nas esquinas como diaristas à procura de trabalho. Executam as piores funções e ganham os piores salários.
Não tardou para que Laverty mergulhasse no assunto e mantivesse contato com sindicalistas. "Logo compreendi que eles estavam diante de uma enorme tarefa. Muitos trabalhadores não falavam inglês e chegavam a Los Angeles ilegalmente. As empresas de conservação e limpeza não só lhes faziam ameaças de demissão, mas também de deportação dos Estados Unidos", afirmou.
Para completar, muitos trabalhadores tinham dois e até três empregos. Muitos usavam a folga do fim de semana para reforçar o orçamento. O cansaço depois de uma jornada tão fatigante e os compromissos familiares eram um impecilho para a tarefa de organização sindical. Por razões objetivas e concretas, muitos trabalhadores se sentiam atemorizados demais para se envolver na luta. "Por razões também muito concretas, eles estavam desesperados por conseguir mudanças nas terríveis condições de trabalho. Era uma escolha dramática", diz Laverty.
Loach queria mostrar a Los Angeles invisível que poucos conhecem, longe da apresentada e celebrada por Hollywood nos filmes de ação. "Queríamos dissipar a névoa da janela para ver as pessoas reais que existiam lá."
Ken Loach, Laverty e o pesquisador Pablo Cruz passaram vários meses entrevistando centenas de pessoas em Nova York, Los Angeles e Tijuana até que encontraram os atores e atrizes principais, bem como o vasto elenco latino.
PÃO E ROSAS - 14/03

Motivada pelo sonho de vencer na América, a jovem mexicana Maya deixa para trás seu país para encontrar-se com sua irmã Rosa, que trabalha como faxineira em um prédio comercial de Los Angeles. Conseguindo um trabalho na mesma empresa da irmã, as duas fazem parte de uma legião de estrangeiros que são explorados pelos patrões e ignorados pela sociedade. Quando conhece o americano Sam, um apaixonado ativista sindical, Maya adquire consciência de classe e se engaja em uma campanha guerrilheira em defesa dos direitos trabalhistas. Os patrões, por seu lado, resistem às ameaças e cultivam o medo da extradição que impera entre os estrangeiros ilegais. Pão e Rosas conta a história da comunidade mais marginalizada dentre todas as outras de Los Angeles e sua ousadia de enfrentar o patronato em total condições de inferioridade.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
- Z -
Z é o filme mais importante da carreira do cineasta Constantin Costa-Gavras. Depois que um político da esquerda grega é assassinado enquanto se prepara para fazer um discurso contra o governo, um investigador é encarregado do caso. Quanto mais ele se aprofunda, mais descobre até onde os políticos de direita estão dispostos a ir para encobrir o assassinato. Um eletrizante suspense inspirado na política grega numa época conturbada. O filme revive o assassinato e a investigação numa tentativa de demonstrar como o mecanismo da corrupção facista pode se esconder atrás da máscara da lei e da ordem.
“Um dos filmes mais polêmicos do século XX”. “Um filme que abalou a opinião pública mundial, baseado em Fatos Reais!”. “ Foi proibido no Brasil durante 15 anos!”
“Um dos filmes mais polêmicos do século XX”. “Um filme que abalou a opinião pública mundial, baseado em Fatos Reais!”. “ Foi proibido no Brasil durante 15 anos!”
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