Z é o filme mais importante da carreira do cineasta Constantin Costa-Gavras. Depois que um político da esquerda grega é assassinado enquanto se prepara para fazer um discurso contra o governo, um investigador é encarregado do caso. Quanto mais ele se aprofunda, mais descobre até onde os políticos de direita estão dispostos a ir para encobrir o assassinato. Um eletrizante suspense inspirado na política grega numa época conturbada. O filme revive o assassinato e a investigação numa tentativa de demonstrar como o mecanismo da corrupção facista pode se esconder atrás da máscara da lei e da ordem.
“Um dos filmes mais polêmicos do século XX”. “Um filme que abalou a opinião pública mundial, baseado em Fatos Reais!”. “ Foi proibido no Brasil durante 15 anos!”
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
VENTOS DA LIBERDADE

Na Irlanda, em 1920, trabalhadores do interior do país se organizam para enfrentar os esquadrões britânicos que chegam para sufocar o movimento pela independência. Cansado de testemunhar tanta brutalidade, Damien, um jovem estudante de medicina, abandona tudo para juntar-se ao irmão Teddy, que há tempos já aderiu à luta armada. Quando as táticas não-convencionais dos irlandeses começam a abalar a supremacia dos soldados britânicos, o governo se vê forçado a negociar e os dois lados discutem um acordo de paz. Nesse momento, na Irlanda, aqueles que estavam unidos pela independência se dividem entre os que são a favor e os que são contra o acordo, deixando os irmãos em lados opostos de uma nova guerra, agora interna.
Mais uma obra prima do diretor Ken Loach!!!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
MICHAEL COLLINS - O Preço da Liberdade

Esta é a biografia romanceada de Michael Collins que, nos anos 20, foi uma figura central na luta da Irlanda contra o domínio da Coroa Inglesa. Ciente de que estaria realizando um drama político sobre uma personalidade pouco conhecida fora de seu país de origem, a Irlanda, o cineasta Neil Jordan decidiu trabalhar a história quase como uma aventura, um épico com romance, luta, violência e idéias. Conseguiu um resultado muito positivo, prendendo a atenção do espectador com uma história tensa e um completo domínio de cena, trabalhando como nunca com cenas grandiosas e inúmeros figurantes.
Durante quase 700 anos, a Inglaterra dominou a Irlanda com mão de ferro. Em 1916, um violento combate entre os rebeldes irlandeses e a bem treinada força militar inglesa resultou em uma vitória esmagadora do governo, eliminado os últimos focos de resistência. Entre os revolucionários que sobreviveram ao massacre encontrava-se Michael Collins, um homem corajoso, disposto a continuar lutando por seu país. Mas como combater um exército tão poderoso? Utilizando táticas incomuns de combate. Atacando quando menos se espera. Eliminando os inimigos de forma traiçoeira e sem piedade.
Durante quase 700 anos, a Inglaterra dominou a Irlanda com mão de ferro. Em 1916, um violento combate entre os rebeldes irlandeses e a bem treinada força militar inglesa resultou em uma vitória esmagadora do governo, eliminado os últimos focos de resistência. Entre os revolucionários que sobreviveram ao massacre encontrava-se Michael Collins, um homem corajoso, disposto a continuar lutando por seu país. Mas como combater um exército tão poderoso? Utilizando táticas incomuns de combate. Atacando quando menos se espera. Eliminando os inimigos de forma traiçoeira e sem piedade.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
QUEIMADA

Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. A natureza fez um paraíso aqui; o homem o transformou em inferno. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta – e os britânicos estão prontos para despejar a última gota d’água. Eles enviam o agente William Walker (Marlon Brando) em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra... e restabelecer o regime de escravidão. Os temas do colonialismo e da insurreição são explorados no épico, QUEIMADA! Tem o brilho de um diretor genial. A genialidade também é evidente na interpretação complexa e inteligente que Marlon Brando faz de um homem que é, ao mesmo tempo, um cavalheiro e um patife, revolucionário e colonialista.
O filme desnuda a estratégia da dominação inglesa no século 19, apresentando elementos que iluminam uma reflexão acerca da dominação, em qualquer País em qualquer tempo e, talvez por isso este filme de 1969 tenha sido proibido pelo Regime Militar.
Uma obra prima do diretor italiano Gillo Pontecorvo!!!
O filme desnuda a estratégia da dominação inglesa no século 19, apresentando elementos que iluminam uma reflexão acerca da dominação, em qualquer País em qualquer tempo e, talvez por isso este filme de 1969 tenha sido proibido pelo Regime Militar.
Uma obra prima do diretor italiano Gillo Pontecorvo!!!
Filme Escolhido
O filme escolhido para a "sessão vale a pena ver de novo" foi "Queimada". Estavam concorrendo, além deste, os filmes "Eles não usam Black Tie" e "Os Panteras Negras"
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Comentários sobre "Uma Onda no Ar"

Uma onda no ar
Brasil 2002. Direção: Helvécio Ratton, produção: Simone Magalhães Matos, argumento e roteiro: Jorge Durán e Helvécio Ratton.
por Alessandro Piolli
Uma onda no ar é a história da criação e do desenvolvimento da Rádio Favela de Belo Horizonte - "a voz livre do morro", como a chamavam seus idealizadores. A rádio pirata entrava no ar todos os dias no horário do programa estatal A Voz do Brasil. A tática e o amplo alcance dos transmissores da rádio, que mandavam suas ondas bem além da favela, incomodavam as autoridades. Jorge, um dos idealizadores da Rádio, que é negro e morador da favela, acaba sendo perseguido e preso pela polícia. Atrás das grades, é questionado por outro detento sobre como foi criação da Rádio... Começa uma história de luta, resistência cultural e política contra o racismo e a exclusão social, em que a população da favela encontra uma importante arma: a comunicação.
As músicas escolhidas para o filme mostram uma atenção especial da rádio em valorizar a diversidade da cultura afro na América e sua força como mecanismo de protesto. Quem assiste o filme pode apreciar desde o rap nacional dos Racionais MCs, passando pelo break, o samba, o blues, o funk, a música da gente dos morros, até o berimbau da capoeira. As descontinuidades temporais de algumas cenas são marcadas por músicas que também tem o papel de estabelecer conexão entre diferentes universos tratados no filme: a política, a polícia, a favela, a escola, a rádio e o crime.
A Rádio desempenha outros importantes papéis como, por exemplo, o de promover a comunicação dentro e fora da favela. As vozes de protesto aparecem de maneira bem direta, pedindo mais verbas para geração de empregos, melhorias nas escolas e menos dinheiro para armar a polícia. Essa programação, "afinada" com a população excluída, aparece nas falas dos locutores como expressão do descontentamento sobre a condição da população pobre. A utilização desse meio de comunicação para se promover mudanças positivas rendeu um prêmio das Nações Unidas à Rádio Favela, pelo seu papel educativo e de prevenção ao uso e tráfico de drogas.O racismo é mostrado em diferentes espaços. Um dos episódios mais marcantes de discriminação racial acontece na escola. Jorge tinha uma bolsa para estudar num colégio da elite de Belo Horizonte, pois sua mãe era a faxineira da escola. Durante a apresentação de um seminário sobre a libertação dos escravos, os alunos afirmam que a Lei Áurea teria resolvido de forma definitiva a questão do negro na história do país. Ele discorda, dizendo que Lei Áurea não representou efetivamente a liberdade para o negro, questionando a situação dos descendentes dos escravos no atual contexto.
O desenrolar desse episódio, ao mesmo tempo em que despertou raiva, estimulou o rapaz a refletir sobre sua luta. O racismo, mascarado pela idéia de que no Brasil não existe discriminação racial e a condição de exclusão social, da qual ainda partilha boa parte da população negra, foram alguns dos principais motivos que estimularam a iniciativa da criação da rádio.
Brasil 2002. Direção: Helvécio Ratton, produção: Simone Magalhães Matos, argumento e roteiro: Jorge Durán e Helvécio Ratton.
por Alessandro Piolli
Uma onda no ar é a história da criação e do desenvolvimento da Rádio Favela de Belo Horizonte - "a voz livre do morro", como a chamavam seus idealizadores. A rádio pirata entrava no ar todos os dias no horário do programa estatal A Voz do Brasil. A tática e o amplo alcance dos transmissores da rádio, que mandavam suas ondas bem além da favela, incomodavam as autoridades. Jorge, um dos idealizadores da Rádio, que é negro e morador da favela, acaba sendo perseguido e preso pela polícia. Atrás das grades, é questionado por outro detento sobre como foi criação da Rádio... Começa uma história de luta, resistência cultural e política contra o racismo e a exclusão social, em que a população da favela encontra uma importante arma: a comunicação.
As músicas escolhidas para o filme mostram uma atenção especial da rádio em valorizar a diversidade da cultura afro na América e sua força como mecanismo de protesto. Quem assiste o filme pode apreciar desde o rap nacional dos Racionais MCs, passando pelo break, o samba, o blues, o funk, a música da gente dos morros, até o berimbau da capoeira. As descontinuidades temporais de algumas cenas são marcadas por músicas que também tem o papel de estabelecer conexão entre diferentes universos tratados no filme: a política, a polícia, a favela, a escola, a rádio e o crime.
A Rádio desempenha outros importantes papéis como, por exemplo, o de promover a comunicação dentro e fora da favela. As vozes de protesto aparecem de maneira bem direta, pedindo mais verbas para geração de empregos, melhorias nas escolas e menos dinheiro para armar a polícia. Essa programação, "afinada" com a população excluída, aparece nas falas dos locutores como expressão do descontentamento sobre a condição da população pobre. A utilização desse meio de comunicação para se promover mudanças positivas rendeu um prêmio das Nações Unidas à Rádio Favela, pelo seu papel educativo e de prevenção ao uso e tráfico de drogas.O racismo é mostrado em diferentes espaços. Um dos episódios mais marcantes de discriminação racial acontece na escola. Jorge tinha uma bolsa para estudar num colégio da elite de Belo Horizonte, pois sua mãe era a faxineira da escola. Durante a apresentação de um seminário sobre a libertação dos escravos, os alunos afirmam que a Lei Áurea teria resolvido de forma definitiva a questão do negro na história do país. Ele discorda, dizendo que Lei Áurea não representou efetivamente a liberdade para o negro, questionando a situação dos descendentes dos escravos no atual contexto.
O desenrolar desse episódio, ao mesmo tempo em que despertou raiva, estimulou o rapaz a refletir sobre sua luta. O racismo, mascarado pela idéia de que no Brasil não existe discriminação racial e a condição de exclusão social, da qual ainda partilha boa parte da população negra, foram alguns dos principais motivos que estimularam a iniciativa da criação da rádio.
(...)
UMA ONDA NO AR

Jorge, Brau, Roque e Zequiel são quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e sonham em criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem. Eles conseguem transformar seu sonho em realidade ao criar a Rádio Favela, que logo conquista os moradores locais por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade.
O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio.
O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio.
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