domingo, 14 de junho de 2009

ROSA LUXEMBURGO - 20/06


Reprodução fiel das discussões dentro do Partido Social Democrata Alemão, na entrada do século 20, com destaque para o debate sobre reforma ou revolução e Rosa Luxemburgo. Uma excelente reconstituição da agitação da época e da vida de Rosa Luxemburgo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A NOITE DOS DESESPERADOS - 06/06


Durante a Grande Depressão ocorrida nos anos de 1930 nos Estados Unidos da América, uma imensa maioria da população carecia de uma vida digna, sofrendo com o desemprego. Foi nessa época que, entre outras oportunidades inusitadas, apareceram os concursos de dança, que testavam ao extremo a resistência dos competidores em troca de comida, roupas e alguns míseros trocados. O filme mostra o lado psicológico de um grupo de pessoas após sofrerem um grande choque. A desumana maratona de dança premiava o casal que resistisse por mais tempo na pista, mesmo que isso representasse a morte para o vencedor.

terça-feira, 19 de maio de 2009

ESTADO DE SÍTIO 23/05

Uma História Real! No auge das ditaduras militares na América Latina, os Tupamaros detonam uma grave crise política ao seqüestrar o cônsul brasileiro e um agente da CIA. Um drama real baseado em fatos políticos ocorridos no Uruguai. Uma história surpreendente, que precisa ser conhecida. Em uma ousada operação tática, o grupo guerrilheiro Tupamaro seqüestra o cônsul brasileiro no Uruguai e o cidadão norte-americano Philip Michael Santore, funcionário de uma agência americana. Com o sucesso da operação, os Tupamaros partem para a segunda faze do plano: negociações exigindo a troca dos seqüestrados por militantes presos. O incidente causa grande repercussão internacional e diplomática, deixando o governo em xeque e o presidente uruguaio próximo da renúncia. Enquanto isso, o líder do grupo foca as atenções no interrogatório do americano Santore, a quem atribui a responsabilidade direta na seleção e treinamento de vários policiais militares em tortura, antenados e na articulação do Esquadrão da Morte. Um filme surpreendente e esclarecedor do mestre do cinema político Costa-Gavras que desvenda de forma brilhante vários fatos da nossa história recente.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sessão Vale a Pena Ver de novo

O filme escolhido para a "Sessão Vale a Pena Ver de Novo" que será no dia 09/05 foi: TERRA E LIBERDADE.

O resultado final da votação ficou assim:
"Terra e Liberdade" - 7 votos
"A Guerra do Fogo" - 5 votos
"Johnny Vai à Guerra" - 4 votos
"A Batalha de Argel" - 2 votos
"A História Oficial" - 1 voto
"Teorema" - 1 voto
"As Vinhas da Ira" - nenhum voto

domingo, 19 de abril de 2009

VER-TE-EI NO INFERNO - 25/04


Eles eram mineiros de carvão, que formaram uma sociedade secreta de militantes, chamada “Os Molly Maguires”. Explorados pelos proprietários das minas, eles revidavam com violência, intimidação... e outros métodos. Baseada em fatos reais, esta envolvente história é um pungente e fiel relato dessa luta dos mineiros estadunidenses de origem irlandesa. Richard Harris interpreta um detetive contratado secretamente pelos proprietários para ganhar a confiança dos trabalhadores, que termina lutando contra sua própria consciência. Sean Connery, é o rigoroso e desconfiado líder dos mineiros, que repetidamente testa a lealdade dos recém-chegados. Excelente fotografia e ótimas cenas de ação aumentam o realismo deste grande filme.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sonho Real - Uma História de Luta por Moradia 18/04

Um governador que prometeu e não cumpriu! A justiça que decretou o despejo! Um prefeito que podia desapropriar e não o fez! A polícia que foi lá e efetivou a ação! Mortos! Feridos! E uma cidade que não se comoveu! Isto tudo neste documentário feito pelo CMI sobre uma ocupação urbana em Goiânia no ano de 2005.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Páginas da Revolução - 28/03


Em Lisboa, sob o regime Salazarista e uma Europa prestes a entrar na Segunda Grande Guerra, Pereira é o editor de um importante jornal. Dentro deste contexto, decide contratar um jornalista para escrever óbitos antecipados de escritores famosos e grandes poetas. Pereira se defronta com um jovem idealista, comprometido com atividades revolucionárias. Esse encontro transforma sua vida. Ele abraça com todas as forças uma causa que o torna um homem vigiado e perseguido. Um fugitivo prestes a escrever suas últimas páginas pela liberdade de expressão.

domingo, 8 de março de 2009

COMENTÁRIOS SOBRE "PÃO E ROSAS"

A câmera toma partido em Pão e Rosas
Texto compilado; Por León Diniz, em abril de 2004

O filme Pão e Rosas, dirigido por Ken Loach, nasceu num ponto de ônibus em Los Angeles, por volta das 2:30 da manhã no final de 1994. O diretor britânico, que estava a milhares de quilômetros de distância, editando o filme Terra e Liberdade, não podia imaginar que a história cairia tempos depois em suas mãos.
Na Los Angeles moderna, onde os automóveis são o centro das atenções, os pontos de ônibus são freqüentados apenas pelos mais pobres e pelos imigrantes estrangeiros que precisam se locomover pelas vias expressas da cidade para chegar ao trabalho.
Para o roteirista Paul Laverty, de passagem pela cidade e parado também num desses pontos de ônibus, era curioso observar as pessoas barulhentas que se aproximavam à espera de transporte. "De repente fui cercado por animados sotaques do México, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Começamos a conversar e eles me disseram que trabalhavam como zeladores para banqueiros, companhias de seguro, advogados e agentes de Hollywood em alguns dos mais famosos escritórios de Los Angeles", recorda Laverty.
Em sua maioria mulheres e vestindo uniformes, davam a impressão de pertencer a algum tipo de exército da madrugada, recorda-se o roteirista. "Fiquei chocado por várias coisas que fiquei sabendo a respeito deles. Eram irreverentes e dispunham de muita energia. Também me fizeram rir muito com suas histórias."
Laverty ficou surpreso com a organização do movimento e as alianças que estavam se formando em torno da causa, envolvendo sindicatos, estudantes e igrejas.
Depois de trabalhar na Nicarágua - com o filme A Canção de Carla -, a possibilidade de filmar nos Estados Unidos era fascinante. "Me parecia ter descoberto um outro elemento dentro de uma mesma história: a relação entre os Estados Unidos e países que são essencialmente suas colônias econômicas e culturais", explica.
O exército ilegal
As seqüências de abertura do filme mostram Maya, uma jovem e amedrontada imigrante mexicana, atravessando a fronteira com outros compatriotas, tendo dois "coiotes" também mexicanos como guias. Eles são o elo essencial no lucrativo tráfico humano através da fronteira do México com os Estados Unidos. Maya, e com ela o público, gradativamente vai descobrindo a outra Los Angeles, formada por uma comunidade de imigrantes, na maioria latinos e ilegais. São pessoas que andam de ônibus em LA, que ficam em pé nas esquinas como diaristas à procura de trabalho. Executam as piores funções e ganham os piores salários.
Não tardou para que Laverty mergulhasse no assunto e mantivesse contato com sindicalistas. "Logo compreendi que eles estavam diante de uma enorme tarefa. Muitos trabalhadores não falavam inglês e chegavam a Los Angeles ilegalmente. As empresas de conservação e limpeza não só lhes faziam ameaças de demissão, mas também de deportação dos Estados Unidos", afirmou.
Para completar, muitos trabalhadores tinham dois e até três empregos. Muitos usavam a folga do fim de semana para reforçar o orçamento. O cansaço depois de uma jornada tão fatigante e os compromissos familiares eram um impecilho para a tarefa de organização sindical. Por razões objetivas e concretas, muitos trabalhadores se sentiam atemorizados demais para se envolver na luta. "Por razões também muito concretas, eles estavam desesperados por conseguir mudanças nas terríveis condições de trabalho. Era uma escolha dramática", diz Laverty.
Loach queria mostrar a Los Angeles invisível que poucos conhecem, longe da apresentada e celebrada por Hollywood nos filmes de ação. "Queríamos dissipar a névoa da janela para ver as pessoas reais que existiam lá."
Ken Loach, Laverty e o pesquisador Pablo Cruz passaram vários meses entrevistando centenas de pessoas em Nova York, Los Angeles e Tijuana até que encontraram os atores e atrizes principais, bem como o vasto elenco latino.

PÃO E ROSAS - 14/03


Motivada pelo sonho de vencer na América, a jovem mexicana Maya deixa para trás seu país para encontrar-se com sua irmã Rosa, que trabalha como faxineira em um prédio comercial de Los Angeles. Conseguindo um trabalho na mesma empresa da irmã, as duas fazem parte de uma legião de estrangeiros que são explorados pelos patrões e ignorados pela sociedade. Quando conhece o americano Sam, um apaixonado ativista sindical, Maya adquire consciência de classe e se engaja em uma campanha guerrilheira em defesa dos direitos trabalhistas. Os patrões, por seu lado, resistem às ameaças e cultivam o medo da extradição que impera entre os estrangeiros ilegais. Pão e Rosas conta a história da comunidade mais marginalizada dentre todas as outras de Los Angeles e sua ousadia de enfrentar o patronato em total condições de inferioridade.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

- Z -

Z é o filme mais importante da carreira do cineasta Constantin Costa-Gavras. Depois que um político da esquerda grega é assassinado enquanto se prepara para fazer um discurso contra o governo, um investigador é encarregado do caso. Quanto mais ele se aprofunda, mais descobre até onde os políticos de direita estão dispostos a ir para encobrir o assassinato. Um eletrizante suspense inspirado na política grega numa época conturbada. O filme revive o assassinato e a investigação numa tentativa de demonstrar como o mecanismo da corrupção facista pode se esconder atrás da máscara da lei e da ordem.
“Um dos filmes mais polêmicos do século XX”. “Um filme que abalou a opinião pública mundial, baseado em Fatos Reais!”. “ Foi proibido no Brasil durante 15 anos!”

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

VENTOS DA LIBERDADE


Na Irlanda, em 1920, trabalhadores do interior do país se organizam para enfrentar os esquadrões britânicos que chegam para sufocar o movimento pela independência. Cansado de testemunhar tanta brutalidade, Damien, um jovem estudante de medicina, abandona tudo para juntar-se ao irmão Teddy, que há tempos já aderiu à luta armada. Quando as táticas não-convencionais dos irlandeses começam a abalar a supremacia dos soldados britânicos, o governo se vê forçado a negociar e os dois lados discutem um acordo de paz. Nesse momento, na Irlanda, aqueles que estavam unidos pela independência se dividem entre os que são a favor e os que são contra o acordo, deixando os irmãos em lados opostos de uma nova guerra, agora interna.
Mais uma obra prima do diretor Ken Loach!!!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

MICHAEL COLLINS - O Preço da Liberdade


Esta é a biografia romanceada de Michael Collins que, nos anos 20, foi uma figura central na luta da Irlanda contra o domínio da Coroa Inglesa. Ciente de que estaria realizando um drama político sobre uma personalidade pouco conhecida fora de seu país de origem, a Irlanda, o cineasta Neil Jordan decidiu trabalhar a história quase como uma aventura, um épico com romance, luta, violência e idéias. Conseguiu um resultado muito positivo, prendendo a atenção do espectador com uma história tensa e um completo domínio de cena, trabalhando como nunca com cenas grandiosas e inúmeros figurantes.
Durante quase 700 anos, a Inglaterra dominou a Irlanda com mão de ferro. Em 1916, um violento combate entre os rebeldes irlandeses e a bem treinada força militar inglesa resultou em uma vitória esmagadora do governo, eliminado os últimos focos de resistência. Entre os revolucionários que sobreviveram ao massacre encontrava-se Michael Collins, um homem corajoso, disposto a continuar lutando por seu país. Mas como combater um exército tão poderoso? Utilizando táticas incomuns de combate. Atacando quando menos se espera. Eliminando os inimigos de forma traiçoeira e sem piedade.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

QUEIMADA


Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. A natureza fez um paraíso aqui; o homem o transformou em inferno. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta – e os britânicos estão prontos para despejar a última gota d’água. Eles enviam o agente William Walker (Marlon Brando) em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra... e restabelecer o regime de escravidão. Os temas do colonialismo e da insurreição são explorados no épico, QUEIMADA! Tem o brilho de um diretor genial. A genialidade também é evidente na interpretação complexa e inteligente que Marlon Brando faz de um homem que é, ao mesmo tempo, um cavalheiro e um patife, revolucionário e colonialista.
O filme desnuda a estratégia da dominação inglesa no século 19, apresentando elementos que iluminam uma reflexão acerca da dominação, em qualquer País em qualquer tempo e, talvez por isso este filme de 1969 tenha sido proibido pelo Regime Militar.
Uma obra prima do diretor italiano Gillo Pontecorvo!!!

Filme Escolhido

O filme escolhido para a "sessão vale a pena ver de novo" foi "Queimada". Estavam concorrendo, além deste, os filmes "Eles não usam Black Tie" e "Os Panteras Negras"

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Comentários sobre "Uma Onda no Ar"


Uma onda no ar
Brasil 2002. Direção: Helvécio Ratton, produção: Simone Magalhães Matos, argumento e roteiro: Jorge Durán e Helvécio Ratton.
por Alessandro Piolli
Uma onda no ar é a história da criação e do desenvolvimento da Rádio Favela de Belo Horizonte - "a voz livre do morro", como a chamavam seus idealizadores. A rádio pirata entrava no ar todos os dias no horário do programa estatal A Voz do Brasil. A tática e o amplo alcance dos transmissores da rádio, que mandavam suas ondas bem além da favela, incomodavam as autoridades. Jorge, um dos idealizadores da Rádio, que é negro e morador da favela, acaba sendo perseguido e preso pela polícia. Atrás das grades, é questionado por outro detento sobre como foi criação da Rádio... Começa uma história de luta, resistência cultural e política contra o racismo e a exclusão social, em que a população da favela encontra uma importante arma: a comunicação.
As músicas escolhidas para o filme mostram uma atenção especial da rádio em valorizar a diversidade da cultura afro na América e sua força como mecanismo de protesto. Quem assiste o filme pode apreciar desde o rap nacional dos Racionais MCs, passando pelo break, o samba, o blues, o funk, a música da gente dos morros, até o berimbau da capoeira. As descontinuidades temporais de algumas cenas são marcadas por músicas que também tem o papel de estabelecer conexão entre diferentes universos tratados no filme: a política, a polícia, a favela, a escola, a rádio e o crime.
A Rádio desempenha outros importantes papéis como, por exemplo, o de promover a comunicação dentro e fora da favela. As vozes de protesto aparecem de maneira bem direta, pedindo mais verbas para geração de empregos, melhorias nas escolas e menos dinheiro para armar a polícia. Essa programação, "afinada" com a população excluída, aparece nas falas dos locutores como expressão do descontentamento sobre a condição da população pobre. A utilização desse meio de comunicação para se promover mudanças positivas rendeu um prêmio das Nações Unidas à Rádio Favela, pelo seu papel educativo e de prevenção ao uso e tráfico de drogas.O racismo é mostrado em diferentes espaços. Um dos episódios mais marcantes de discriminação racial acontece na escola. Jorge tinha uma bolsa para estudar num colégio da elite de Belo Horizonte, pois sua mãe era a faxineira da escola. Durante a apresentação de um seminário sobre a libertação dos escravos, os alunos afirmam que a Lei Áurea teria resolvido de forma definitiva a questão do negro na história do país. Ele discorda, dizendo que Lei Áurea não representou efetivamente a liberdade para o negro, questionando a situação dos descendentes dos escravos no atual contexto.
O desenrolar desse episódio, ao mesmo tempo em que despertou raiva, estimulou o rapaz a refletir sobre sua luta. O racismo, mascarado pela idéia de que no Brasil não existe discriminação racial e a condição de exclusão social, da qual ainda partilha boa parte da população negra, foram alguns dos principais motivos que estimularam a iniciativa da criação da rádio.

(...)


UMA ONDA NO AR


Jorge, Brau, Roque e Zequiel são quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e sonham em criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem. Eles conseguem transformar seu sonho em realidade ao criar a Rádio Favela, que logo conquista os moradores locais por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade.
O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

UN POQUITO DE TANTA VERDAD




No verão de 2006 explode um levante popular massivo no estado de Oaxaca no sul do México. Alguns o compararam à Comuna de Paris. Porém, o que realmente fez historia em Oaxaca foi as novas formas de organização social que apareceram, as novas formas de tomadas de decisão, a negação de todas as instuições estatais e também o uso dos meios de comunicação.
Um Poquito de Tanta Verdad mostra o fenômeno sem precedentes que teve lugar quando dezenas de milhares de professores, donas de casa, comunidades indígenas, trabalhadores da saúde, camponeses e estudantes se apoderaram de 14 emissoras de radio e de uma emissora de televisão, utilizando-as para organizar, movimentar e finalmente defender sua luta por justiça social, cultural e econômica.

sábado, 9 de agosto de 2008

CRONICAMENTE INVIÁVEL



Tendo como pano de fundo trechos das histórias de vida de seis personagens, o filme mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio ao caos da sociedade brasileira; dificuldade esta que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. As situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

NOVIDADE NESTE SEMESTRE

Neste semestre incluiremos a sessão "vale a pena ver de novo". Reprisaremos um filme de nossa primeira temporada: "Os Panteras Negras", "Eles Não Usam Black Tie" ou "Queimada".
Nas tres primeiras sessões pegaremos os votos dos participantes para a escolha de qual dos filmes querem que seja reprisado no dia 27/09.
Depois, a idéia é que no próximo semestre seja escolhido um filme da segunda temporada e assim respectivamente.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Algumas sinopses sobre "A Classe Operária Vai Ao Paraíso"

Adorado por seus superiores por ser um trabalhador extremamente dedicado e odiado pelo mesmo motivo por seus colegas de trabalho, Lulu vive entregue aos sonhos de consumo da classe média, alienado em meio aos movimentos de protesto de sua classe, até que um acontecimento põe em xeque suas opiniões.
http://melhoresfilmes.com.br/filmes/a-classe-operaria-vai-ao-paraiso

Lulu é um operário metalúrgico, que perde um dedo em acidente de trabalho e é envolvido em movimento de protesto. Descobre assim a vida sindical. Ele divide-se entre as tentações da sociedade de consumo e as convocações da esquerda tradicional, numa radiografia do impasse ideológico de muitos trabalhadores. Ganhou o prêmio David di Donatello 1972 de melhor filme, além da Palma de Ouro no Festival de Cannes 1972. http://www2.uol.com.br/mostra/30/p_exib_filme_355.shtml

O processo de conscientização política do operário Lulú é o eixo do filme, que de forma dialética, consegue fazer aflorar as contradições da condição do trabalhador sem cair na armadilha do filme panfletário. Ao mesmo tempo que Lulú se politiza é influenciado pela sociedade de consumo . Suas referências no processo de politização são três: o discurso extremista dos estudantes, a postura moderada e pragmática dos sindicalistas e, sobretudo, seu velho companheiro de trabalho, Militina, que devido ao trabalho da fábrica acabou enlouquecendo, indo parar em um manicômio.A alienação do trabalho no capitalismo é exposta de maneira brilhante na conversa de Lulú e Militina, onde este, em sua ‘loucura’, lembra-se do questionamento que fazia sobre a utilidade das peças que produziam. Ainda Militina é a principal referência na utopia que dá nome ao filme: o muro que precisa ser derrubado, dando acesso ao paraíso para todos os operários.A discussão de Lulú com o líder estudantil após ter sido demitido expõe a dificuldade em aproximar o discurso de esquerda da vida cotidiana dos trabalhadores: o coletivo se sobrepõe ao individual em uma sociedade onde o individualismo está arraigado.O filme só entrou em cartaz no Brasil no início dos anos 80, quando ocorria um afrouxamento da censura da ditadura militar, justamente no momento que renascia o movimento operário brasileiro com as greves do metalúrgicos do ABC. http://patuska.multiply.com/reviews/item/344